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Lushuai Zhang, da Universidade de Massachusetts, nos EUA, desenvolveu uma técnica para incorporar finas resistências elétricas nas fibras dos tecidos, que são usadas para aquecer levemente as vestimentas.

O protótipo é uma luva que mantém as pontas dos dedos – as extremidades que sofrem mais com o frio – com uma temperatura ligeiramente acima da temperatura da palma das mãos.

Uma bateria do tipo botão, pesando 1,8 grama, manteve as mãos aquecidas por oito horas – usando uma bateria de 6 volts, a temperatura da luva chegou a 45º C, o que pode ser quente demais.

O material de aquecimento é um polímero condutor conhecido como PEDOT(poli[3,4-etilenodioxitiofeno])).

Ele foi depositado sobre as fibras de tecido usando a técnica de deposição de vapor químico, que aos poucos vem passando dos laboratórios para a indústria. Essa técnica é muito precisa e garante que as fibras permaneçam flexíveis e possam ser costuradas, mas até há pouco tempo era cara demais.

Biocompatibilidade e segurança

A equipe encomendou um teste de biocompatibilidade em um laboratório independente, onde células do tecido conjuntivo de camundongos foram expostas a amostras do tecido elétrico. Os resultados sugerem que o material revestido com PEDOT é seguro para o contato com a pele sem causar reações adversas aos produtos químicos utilizados.

A equipe também avaliou as questões de calor, umidade e estabilidade de contato com a pele para evitar que o usuário experimente qualquer choque elétrico de um elemento condutor úmido. “Quimicamente, o que usamos para envolver o tecido condutor parece poliestireno, o material usado para fazer embalagens. Ele envolve completamente o material condutor para que o condutor elétrico nunca seja exposto,” garantiu a professora Trisha Andrew.

“Esperamos que isto chegue aos consumidores como um produto real nos próximos anos. Talvez sejam dois anos para um protótipo e cinco anos até o consumidor. Eu acho que este é o dispositivo mais preparado para o consumidor que temos. Está pronto para ir para a próxima fase,” completou Andrew.

Além do conforto para o inverno, roupas com aquecimento terão certamente aplicações médicas. E, com a onda de mobilidade, incorporar os aparelhos eletrônicos nas próprias roupas parece ser o próximo passo natural para quem não consegue – ou não pode – mais viver sem seus equipamentos. A inserção de fiações elétricas seguras é um passo importante para isso.

Fonte: Inovação Tecnológica

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