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Imagine usar uma jaqueta, camiseta ou calça que alimenta o seu smartphone ou outro dispositivo eletrônico pessoal quando você anda, corre e até mesmo quando está sentado? Essa é a ambição de vários cientistas de materiais pelo mundo, entre eles Trisha Andrew e Lu Shuai Zhang da Universidade de Massachusetts Amherst. Eles inventaram uma maneira de aplicar eletrodos respiráveis, flexíveis e livres de metais em tecidos, para que eles sejam confortáveis de usar e transportem energia suficiente para abastecer eletrônicos de pequeno porte.

Gerar pequenas correntes elétricas através do movimento das camadas de tecido é chamado de carregamento triboelétrico, onde os materiais podem se tornar eletricamente carregados quando criam atrito se movendo contra um material diferente, como esfregar um pente em um suéter. Ao intercalar diferentes camadas de materiais entre dois eletrodos condutores, alguns microwatts de energia podem ser gerados quando o corpo se movimenta.

Os cientistas usam o método de deposição de vapor para revestir tecidos com um polímero condutor, o poli (3,4-etilenodioxitiofeno) também conhecido como PEDOT, para fabricar tecidos resistentes ao alargamento e ao desgaste do uso, e que permaneçam estáveis após a lavagem e engomagem. O revestimento mais espesso que colocam é de cerca de 500 nanômetros, ou cerca de 1/10 do diâmetro de um cabelo humano, que mantém a sensação de toque de um tecido. O artigo descreve os resultados de testes realizados em 14 tecidos, incluindo cinco tipos de algodão, linho e seda.

Há uma forte motivação para usar algo que já é familiar, como o fio de algodão/seda, tecidos e roupas, e adaptar imperceptivelmente a uma nova aplicação tecnológica. Este é um salto enorme para os produtos de consumo, se você não tiver que convencer as pessoas a usarem algo diferente do que eles já estão acostumadas a vestir”, acrescenta Andrew.

Fonte: Stylo Urbano

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