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O varejo de vestuário voltou a crescer no Brasil neste ano. Para 2017, as vendas do setor devem apresentar aumento nominal de 7,9%, alcançando R$ 190,6 bilhões, ante uma queda de 2,6% em 2016. Em volume, o setor deve fechar o ano com crescimento de 5,5%, para 6,09 bilhões de peças. Em 2016, houve retração de 5,9%.

Os dados fazem parte da 17ª edição do estudo “Brasil Têxtil – Relatório Setorial da Indústria Têxtil Brasileira”, considerado referência para o setor de vestuário e que será divulgado nos próximos dias. O levantamento foi produzido pela consultoria Iemi Inteligência de Mercado, com o apoio institucional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do Senai (Senai Cetiqt).

“De modo geral, o setor vai encerrar 2017 com os mesmos níveis de desempenho de 2015. Estamos finalmente assistindo uma recuperação. É um bom resultado para o primeiro ano de retomada”, afirmou Marcelo Prado, diretor da Iemi.

O analista cita como principais fatores que estimulam o aumento do consumo a redução nas taxas de juros, a inflação mais baixa, a liberação de recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e uma pequena recuperação nos níveis de emprego no país.

Em relação aos resultados de 2016, Prado destacou o início de recuperação no consumo do setor e também um aumento dos investimentos na cadeia têxtil, de 2,4%, para R$ 3 bilhões. Prado observou que, embora o valor tenha ficado 37,1% abaixo do desempenho de 2012 – o ano de melhor desempenho do setor – o incremento já indica um início de retomada.

Em valores, a produção da cadeia têxtil movimentou R$ 137 bilhões, o equivalente a 6,1% do valor total da produção da indústria brasileira de transformação. A cadeia têxtil gerou mais de 1,5 milhão de postos de trabalho, o equivalente a 18,3% do total de trabalhadores alocados na produção industrial. Os empregos estão concentrados no Sudeste, com 50% do pessoal ocupado na cadeia produtiva. A região Sul responde por 30% dos empregos; o Nordeste responde por 14%; Centro-Oeste e Norte respondem por 5% e 1% dos empregos do setor, respectivamente.

 

Fonte: Valor

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